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Expedição à terra de waffles e moules

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Texto: Patrícia Coelho | 20.Mar.2019
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Se lhe perguntarem qual é a assinatura culinária belga com maior tradição, o que lhe vem à cabeça? A waffle belga, certo? Oh non, non, non…

Como é que um prato com nome francês se torna no emblema gastronómico de uma terra neerlandesa? A resposta não é clara, mas a explicação mais óbvia é a seguinte: porque o já mencionado prato é, à falta de melhor expressão, bom. Muito bom. Tanto que para além de ser o prato número 1 para os belgas, é também o segundo da lista de preferências dos franceses- um povo que não deixa a sua culinária em mãos alheias.

Estamos a falar de moules-frites, um prato de mexilhões acompanhado por batatas fritas, que faz as delícias de quem quer que passe por Bruxelas. As porções são generosas e há vários locais na cidade que se especializam neste prato típico, rivalizando entre eles pelo molho mais saboroso que acompanha os moules. O que é certo é que comer moules-frites em Bruxelas é uma experiência enriquecedora, e não só porque os mexilhões são ricos em ácidos gordos saudáveis. É, acima de tudo, uma refeição divertida, que vai querer partilhar a dois ou com um grupo de amigos, e há uma técnica a ter em conta: os belgas usam a casca de um mexilhão vazio para retirar a carne de um mexilhão ainda com a carne na sua casca, atirando de seguida metade dessa equação para uma taça funda.

Nomes de relevo nesta tradição são, por exemplo, o Chez Leon e o Le Zinneke, com algumas características curiosas associadas a cada um deles. O Chez Leon é um local de excelência para famílias onde as crianças até aos 12 anos de idade não pagam pela refeição. Já o Le Zinneke, para além de ter uma política de total transparência no que diz respeito à origem dos alimentos, também se orgulha de cozinhar mexilhões de 69 formas diferentes.

Há uma técnica a ter em conta: os belgas usam a casca de um mexilhão vazio para retirar a carne de um mexilhão ainda com a carne na sua casca, atirando de seguida metade dessa equação para uma taça funda.

Mas não vamos esquecer as waffles…
… que originalmente se chamavam waffles de Bruxelas, o que atesta a importância desta cidade para o mundo. As primeiras referências a esta deliciosa opção de pequeno-almoço ou lanche (ou até mesmo jantar, nós não discriminamos!) remontam ao século XII, mas foi na década de 1950 que a waffle ganhou popularidade, ao ser apresentada na Feira Mundial de Bruxelas de 1958, a par de muitas outras invenções importantes para o nosso planeta. Um dos locais mais emblemáticos desta exposição, o Atomium, é ainda um ex libris de Bruxelas no que diz respeito a arquitetura e ao elogio das ciências. Daí que a melhor homenagem que pode fazer a Bruxelas é mesmo degustar uma waffle de Bruxelas à sombra do local que provocou o seu “Big Bang”. Mas a versão das roulottes não é o ideal, pelo que o melhor é mesmo procurar um especialista. A nossa sugestão é “Le Funambule”, uma pequena loja sem lugares sentados perto do famoso Mannekin Pis, onde a versão simples de uma waffle (e é assim a forma tradicional de a comer, sem estar afogada em toppings) custa apenas um euro. Aqui, os waffles são mesmo para comer à mão, de preferência em passeio, enquanto se fica a conhecer uma cidade tão multicultural, tão verdadeiramente global, que não só a sua língua oficial se transformou com o tempo, como as próprias pessoas preferem ser abertas às influências positivas do exterior e partilhar com o resto do mundo as coisas boas que as suas vidas têm. Como mexilhões, ou waffles.

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